DESILUSÕES DE BELINHA

3 jun 2015 by cursodesensualidade, No Comments »

Belinha era uma mulher que tinha mania de ser certinha. Se casou cedo. Viveu para a família e para a mãe, que era um poço de negatividade e inveja. Depois que seu pai faleceu, ela passou a ser subserviente ao marido e trabalhava junto com ele nos negócios dos parentes dele.

Não tardou muito a Bel arranjar encrenca com os familiares do marido. Afinal, ela era a Senhora Certinha e todos tinham que se adaptar as suas chatices e manias. Mas como ninguém é obrigado a isso, viviam em pé de guerra o tempo todo.

A moça não tinha nem sequer perfil em redes sociais, porque o marido a proibia. Ele costumava dizer que isso poderia estragar seu casamento, que foi feito pra durar para sempre. Ela assim acatou suas ordens e ficou confortável com a situação em que viviam.

A linda Bel era muito confusa. Arrumava sempre um jeito de ver algum detalhe de errado nos outros, se vitimizando sempre.

Com o tempo, Belinha começou a sentir sintomas de depressão e pânico. Frequentou diversas terapias e sem sucesso, pois a cura não viria de fora. Só que ela não queria enxergar isso, já que foi condicionada pela mãe e pelos seus próprios pensamentos a ser coitada de tudo. O mundo estava contra ela. E com esse pensamento, passou anos neste círculo vicioso.

Num belo dia, aquele casamento que deveria ser “para sempre”, desmoronou. O bonitão se cansou de ser pai de Belinha e partiu para novos rumos. A menina se viu sem chão por ter parado no tempo. Já tinha se afastado de todo tipo de meio social para viver no seu mundo de vidro.

Novamente veio a depressão. Os amigos lhe ligavam e ela não atendia. Se fechou em sua caixa e não queria sair de lá. Viveu um ano dessa forma. Sem qualificação para empregos, sem amigos, sem estudar … o que fazer?

Belinha finalmente se tocou de que parou no tempo e no espaço. Não construiu nada na vida. Vivia desempregada e depressiva. Foi com a mãe se encostar na casa da irmã, que reclamava frequentemente de sua presença ali. O desespero e a dor na consciência batiam forte a sua porta. Quando de repente ela começou a procurar amigos que teve contato há um ano atrás, mas já era tarde. Todos tinham suas vidas. Cada um foi para um lado. E ninguém tinha mais tempo para alguém que só via o próprio umbigo.

De repente sua amiga Joana ligou e lhe ofereceu um bom trabalho na empresa que ela tinha acabado de montar. Lá ela poderia aprender uma nova função e ganharia bem para reconstruir sua vida. A menina Bel fez mil indagações maliciosas como se fosse a própria empregadora. Joana, percebendo que o coitadismo de Belinha era uma doença incurável, tratou de se afastar de vez de sua presença e nunca mais a procurou.

Belinha continuou achando que o mundo era contra ela e que os amigos lhe deram as costas. Passou a frequentar igrejas evangélicas e vive em desarmonia com a irmã, que lhe deu casa e comida. A mãe continua a chamando de inútil e com todas as negatividades de sempre. Sua vida continua parada até que ela encontre um novo “pai” para cuidar dela novamente.

MORAL DA HISTÓRIA:

Seja responsável pela sua vida! Ela é única. Não dependa de ninguém para ser feliz! Tenha a coragem de ir à luta e chutar o balde do pensamento negativo! Igreja não salva ninguém. Quem te salva é o seu comportamento! Saia do círculo vicioso! Não existem coitados nem culpados. Cada um cria o mundo que quer.

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