Desvendando os segredos da sedução (parte 4)

20 jan 2020 by cursodesensualidade, No Comments »

O Poder do Cheiro

Os feromônios são considerados a principal substância responsável pela atração sexual. Todo ser vivo tem e capta o feromônio do outro. Ele é percebido pelo nariz, interpretado pelo hipotálamo, que, por sua vez, estimula a produção dos hormônios sexuais. Os feromônios masculinos provocam excitação em mulheres e nos homossexuais. E, os femininos, nos homens e nas mulheres homossexuais. É um efeito tão inebriante, que virou moda fazer perfumes com feromônios.

O Nervo Zero

Nervo que conecta o nariz ao cérebro tem papel determinante na atração sexual. Os feromônios transmitem sinais ao cérebro através dele. A maioria dos nervos penetra no cérebro pela medula espinhal. Alguns tomam um atalho e entram diretamente no crânio. Eles são responsáveis pelo sensorial e pela execução de movimentos dos olhos, mandíbula, língua e rosto. Em 1913 foi identificado o nervo zero ou terminal em humanos. Se percebeu que, por ser tão discreto e delicado, o nervo não resistia aos procedimentos de dissecação. Mas qual seria a função desse nervo quase imperceptível?

À primeira vista veio da forma como ele se conecta ao cérebro. Ele se ramifica próximo ao nariz. Porém, possuímos 347 tipos de neurônios que detectam odores diferentes de acordo com as combinações das centenas de receptores.

Os feromônios estão envolvidos na seleção de parceiros e na reprodução de praticamente todo o reino animal. Muitas espécies distinguem sexo, posição social, território e status reprodutivo do potencial parceiro pelo faro. Em seres humanos, esses processos são mais complexos, mas há indícios de que as pessoas troquem mensagens secretas e inconscientes por meio de feromônios.

Há pelo menos duas diferenças entre os feromônios e as substâncias que estimulam o olfato humano. Para sentir um odor, é necessário que moléculas muito pequenas e voláteis flutuem por grandes distâncias. Já os feromônios podem até ser moléculas grandes e pesadas, desde que o contato seja íntimo como nos beijos. Além disso, muitos feromônios humanos são mensageiros químicos inodoros. Eles excitam terminações neurais que transmitem sinais diretamente para as regiões do cérebro responsáveis pelo controle da reprodução sexual, contornando o córtex cerebral. Essas substâncias agem como um cupido invisível, que dribla a consciência e coloca um brilho romântico nos olhos do apaixonado. Ao que tudo indica, as ligações do nervo zero ao cérebro permitem tal possibilidade.

O nervo conecta os receptores situados no nariz ao bulbo olfatório. Em seguida, os sinais são enviados ao córtex olfatório, onde é feito um processamento refinado para que surja a percepção do cheiro.

No caso dos feromônios, a estrutura protagonista é o órgão vomeronasal, que se liga a um minúsculo bulbo olfatório e, dali em diante, os nervos se dirigem a áreas cerebrais associadas ao comportamento sexual (como a amígdala).

O nervo zero tem terminações na cavidade nasal, porém se projeta para áreas sexuais do cérebro, onde estão ligadas a “funções básicas” da reprodução como: o controle da liberação de hormônios sexuais e outros impulsos irresistíveis, entre eles: sede e fome. O núcleo septal pode agir sobre a amígdala, o hipocampo e o hipotálamo, mas também é influenciado por eles. Lesões no núcleo septal alteram o comportamento sexual, a alimentação, a ingestão de líquidos e as reações de raiva. Ao ligar o nariz aos centros reprodutores do cérebro, o nervo zero contorna o bulbo olfatório.

Lesões no nervo olfatório ou no órgão vomeronasal comprometem o acasalamento de roedores, por exemplo. Entretanto, nos últimos anos, pesquisadores descobriram que o nervo zero envia fibras ao órgão vomeronasal e que elas passam muito próximas às fibras do nervo olfatório. Resultado: os experimentos nos quais o nervo olfatório foi deliberadamente cortado devem ter causado também o rompimento do nervo zero.

Em 1980, de acordo com as suspeitas dos neuro anatomistas R. Glenn Northcutt, da Universidade da Califórnia em San Diego, e Leo S. Demski, do New College na Flórida, perceberam que, no caminho para o cérebro, algumas fibras do nervo zero faziam um desvio inesperado, enviando ramos às retinas. Conseguiram então, aplicar um estímulo elétrico leve nessa ramificação nos peixes-dourados, sem afetar o nervo olfatório, e a resposta instantânea dos machos foi a liberação de esperma.

Nos seres humanos, porém, o papel do nervo zero continua um mistério. Mas é certo que ele está associado ao comportamento reprodutivo e à liberação de hormônios sexuais, particularmente do hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH), secretado pela hipófise.

Do ponto de vista embriológico, o nervo zero se desenvolve bem cedo e vários estudos mostram que todos os neurônios que produzem GnRH usam o nervo zero fetal como eixo para migrar e descobrir seu lugar correto no cérebro. Se esse processo embrionário for interrompido, o resultado será a síndrome de Kallman (que prejudica o olfato e impede o amadurecimento sexual, isto é, a puberdade). Provavelmente ele tem outras funções além das ligadas à reprodução; afinal, a maioria dos nervos cranianos transmite sinais sensoriais e motores. Muitas pesquisas ainda são necessárias para desvendarmos completamente seu papel no sistema nervoso. Mas pelo menos agora entendemos que a natureza criou um canal oculto de comunicação que garante a reprodução da espécie.

Outras considerações sobre o poder do cheiro

No estudo da aromaterapia é comprovado que determinados cheiros afetam regiões do nosso cérebro e que podem tratar ou talvez até curar problemas psíquicos, físicos e emocionais.

Antigamente os aromas eram usados apenas na perfumaria. Depois, foi descoberto que os óleos essenciais, retirados de plantas e flores, têm poder terapêutico. Eles podem servir tanto como antidepressivos, ansiolíticos, para insônia, emagrecimento, como inclusive em shoppings, onde algumas lojas os usam para atrair clientes.

Os óleos essenciais podem ser usados de várias formas, tais como: aromatizadores de ambientes, como em cremes hidratantes, em óleos de massagem e em perfumes.

Além de toda a propriedade terapêutica, os aromas também nos remetem às memórias afetivas, fazendo-nos lembrar de cheiros presentes na nossa infância, de amores do passado, de alguém especial e de momentos marcantes em nossa vida. Por isso que eu digo e repito: sedução é símbolo. Tudo tem algum tipo de simbolismo em nosso inconsciente.

Texto: Ísis Ahava.

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