SONHOS DE MARGARIDA

25 fev 2014 by cursodesensualidade, No Comments »

Vou lhes contar um conto que escrevi. A história é real, porém o nome é fictício para proteger a identidade das pessoas envolvidas.

Era uma vez uma menina chamada Margarida, que achava o mundo belo, adorava sair com as amigas pra baladas e flertar com os rapazes ditos “príncipes encantados”. Digo entre aspas porque as virtudes deles só eram vistas por ela, mas em geral ela se envolvia com homens exploradores (seja por dinheiro ou por sexo) porque possuía uma autoestima muito baixa e achava que, oferecendo sexo seria uma forma de dar carinho e recebê-lo.
Margarida era tão sonhadora que, em toda a sua vida não pensou em se preparar para uma carreira. Ela pensava que sua felicidade residia no outro, que acharia seu príncipe encantado e que todos os problemas do mundo estariam resolvidos.
Só que um dia Margarida percebeu que os “príncipes encantados” dela só estavam a fim de sexo casual. Então ela pensou que, se eles tivessem uma conversa “honesta”, poderiam fazer uma troca: um chifrava de um lado e ela de outro, e tudo ficaria bem. O que ela queria era apenas sonhar que tinha um homem ao seu lado. Embora isso não passasse de uma de suas fantasias.
A menina não construíra uma carreira, não trabalhava, passava dias e dias dormindo na casa de parentes e de “amigos” quando, de repente, uma doença bateu a sua porta.
Ela começou a se vitimizar, vitimizar, ignorar os amigos leais e se apoiar nos de baladas com medo de perdê-los para as futuras noitadas. Teimava sempre, se dizendo muito guerreira por estar passando por aquele momento “difícil”. Tinha medo de perder os “amigos”, mas na verdade ela mesma afastava os leais e se aproximava dos de noitadas.

Margarida sentia prazer em ser vítima de si mesma. Ela nadava em círculos e não saía nunca do lugar. Se ela se aproximasse dos amigos leais, eles a fariam lutar. Mas não era isso o que ela parecia ter escolhido. Por quê? Porque ela gostava de viver andando em círculos sem sair do lugar. Sair do ponto de partida lhe daria muito trabalho e lhe faria sair do círculo vicioso. Viver sonhando sem sair do lugar lhe era mais cômodo e prazeroso. A vida lá fora era muito desafiadora pra ela e, uma “guerreira de faz-de-conta” não vive a realidade, pois ela só existe em sonho.

Autoria de Isis Ahava.

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